No momento que eu entrei foi como se milhões de imagens e memórias e lembranças e sentimentos tivessem me atingindo e me levado para um tempo e um lugar que eu já há tempos havia me esquecido. Senti o cheiro do açude. E ouvi as crianças brincando e correndo. Um dia eu era aquelas crianças correndo sem cansar embaixo do sol quente sem medo de cair ou de arder no dia seguinte. Cumprimentei pessoas que eu não via há algum tempo. Primos, amigos, conhecidos, desconhecidos. Meu primo estava sentado na beira do açude como se fosse uma foto de infância da minha cabeça: pernas de índio, os pés descalço e a vara na mão, calmo. Meu pai se prontificou a sentar ao seu lado. Como sempre o fez. Resolvi tirar meu tênis e por indicação do meu primo por os pés na terra para entrar em contato com a natureza. Naquele momento, me senti criança novamente. Peguei uma vara com meu outro primo e enchi seu saco para que ficasse colocando isca para mim cada vez que ela sumia do anzol quando eu jogava na água. Bons tempos aqueles e os de ontem, que se repetiam. Sentada no chão podia tocar a grama, na Grama, e me lembrar de quando íamos pescar naquela mesma chácara ou correr no campinho.
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8 de set. de 2013
Um lugar no passado
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27 de jun. de 2013
Mudanças
A gente sempre segue
uma filosofia que a gente acredita que se encaixa na nossa vida. Isso não quer
dizer que ela é a verdade mais pura ou que todo mundo têm que seguir a mesma.
Apenas que se aquilo serve para você e te faz bem, você a carrega em seus pensamentos
e suas atitudes. Por isso, nunca entendam meus textos como sendo a única
verdade absoluta e nunca ache que ele sirva para você. Antes de mais nada
sempre reflita sobre o que você é, sobre a sua vida, sobre seus instintos e
sobre o seu modo de ser, porque se você tentar ser o que você não é, você
estará indo contra qualquer filosofia de vida.
A minha é bem
excêntrica, e contá-la aqui levaria décadas. Até porque tenho uma visão de cada
coisa separada. E, eventualmente, essas visões mudam. E é aí que está a chave
da minha filosofia: a mudança. Para mim, a melhor capacidade do ser humano, é a
de mudar. Mudar de estilo, mudar de cabelo, mudar de ideia, mudar de lugar,
mudar de país, mudar de atitude. Mudar de qualquer jeito, desde que seja para
melhor (melhor para você, e não para os outros). E então, escrevendo isso me
deparei com uma frase no facebook: na mudança de atitude, não há mal que não se
cure. Autor? Nenhum.
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