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8 de set. de 2013

Um lugar no passado

No momento que eu entrei foi como se milhões de imagens e memórias e lembranças e sentimentos tivessem me atingindo e me levado para um tempo e um lugar que eu já há tempos havia me esquecido. Senti o cheiro do açude. E ouvi as crianças brincando e correndo. Um dia eu era aquelas crianças correndo sem cansar embaixo do sol quente sem medo de cair ou de arder no dia seguinte. Cumprimentei pessoas que eu não via há algum tempo. Primos, amigos, conhecidos, desconhecidos. Meu primo estava sentado na beira do açude como se fosse uma foto de infância da minha cabeça: pernas de índio, os pés descalço e a vara na mão, calmo. Meu pai se prontificou a sentar ao seu lado. Como sempre o fez. Resolvi tirar meu tênis e por indicação do meu primo por os pés na terra para entrar em contato com a natureza. Naquele momento, me senti criança novamente. Peguei uma vara com meu outro primo e enchi seu saco para que ficasse colocando isca para mim cada vez que ela sumia do anzol quando eu jogava na água. Bons tempos aqueles e os de ontem, que se repetiam. Sentada no chão podia tocar a grama, na Grama, e me lembrar de quando íamos pescar naquela mesma chácara ou correr no campinho.