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15 de set. de 2017

Matheus e Karina

Quando Matheus se inclinou para beijá-la, Karina, com um gentil toque em seu ombro, o afastou.
— Não faça isso… — sua voz soou suave e tinha os olhos fechados.
— Desculpa, você tem razão. Poderia estragar nossa amizade. Não sei no que estava pensando. É que o seu cheiro...
Karina o interrompeu. Delicada.
— Não é isso. É que eu te amo.
Matheus recostou de volta na cadeira. Não piscava.
— Mas você disse que não sentia nada por mim, que éramos apenas amigos.
— Eu sei. E somos. Eu não sentia. Não quando estávamos juntos. Mas hoje... — não conseguiu mais continuar. Não sabia como explicar para ele.
Karina apenas havia notado há alguns dias que estava apaixonada pelo seu melhor amigo. Se conheceram, se beijaram, trocaram carinhos e terminaram. Se davam melhor assim, sem a pressão, sem o envolvimento. Tinha sido um acordo entre eles. Não sentiam nada um pelo outro além de amizade. Ela estava contente com isso. Até perceber que o amor vem com o tempo, com o contato, com as coisas pelas quais passam juntos.
— ... hoje eu entendi que o que sinto por você é mais do que isso.
— Eu não te entendo. Você mentiu para mim? Quando concordamos que não sentíamos nada de mais? Mentiu para mim aquele dia só para eu achar que estava tudo bem? — O tom de voz de Matheus começou a aumentar. Sentia-se enganado. Todo o tempo ele dizendo que não deviam se apegar, e ela apaixonada. Ela aceitou apenas para que ele não se sentisse um canalha.
— Não! Não é isso! Você acha que eu agiria assim sabendo que você não gostava de mim e que nunca sentiria algo? Seria ME enganar. Mas não. É que eu me apaixonei pelo jeito que você tem me tratado. Me apaixonei pela pessoa que você é.
— Eu sou exatamente como antes. — Dessa vez não se alterou. Sentiu que sua voz saiu em tom de dúvida.
Karina sorriu ao mesmo tempo que uma lágrima escorria de seu olho.
— Você sempre foi um amor, sempre me tratou com carinho e respeito. Sempre foi honesto. Sempre nos divertimos juntos. Você está sempre ao meu lado, me fazendo sorrir.
— Então... — estava trêmulo. Nervoso. Já havia passado por aquela situação várias vezes. Não gostava de magoar as pessoas. Ainda mais ela.
— Então que hoje você faz isso porque quer. Antes fazia para me conquistar. Fazia por obrigação.
Matheus balançou a cabeça, não queria aceitar a verdade.
— É, sim. Aquela obrigação que todo mundo tem por causa da pressão de quando se está com alguém, de ter que ser gentil com a pessoa para que ela se sinta bem. Não quer dizer que não é de coração. Mas é diferente.
Agora Matheus olhava para suas mãos apoiadas na mesa. Estava de lado para ela, não queria encará-la.
— Hoje você me trata bem porque você é assim. Sem obrigações. E ser legal por obrigação é fácil. Ser uma pessoa boa, simplesmente por ser, é o que te torna apaixonante. Não me apaixono por ações convenientes. Me apaixono por ações verdadeiras. E entendo que você me trata dessa maneira porque somos amigos e amigos são sempre sinceros uns com os outros.
Karina tocou a mão dele e quando Matheus levantou o rosto, viu que o dela estava coberto de lágrimas, ainda que estampasse um largo sorriso.
— É verdade, sou sempre sincero em como te trato. Sai do meu coração. Te ver bem me deixa feliz. Mas não posso te oferecer mais que isso e...
Com os dedos, Karina tocou os lábios de Matheus, pedindo que não continuasse.
— Eu não quero que você me ame de volta. Sua amizade para mim é o suficiente. Quando me apaixonei, sabia que não era recíproco. Mas não me peça para te beijar, não me peça para ser sua diversão.
Ele sorriu um sorriso tímido.
— Desculpa.
— Não tem problema. Eu que deveria parar com essa mania de me apaixonar pelos meus melhores amigos.
— Já aconteceu antes? — Estava aliviado. — Quantos melhores amigos você já teve? — Sorria.
Karina sorriu de volta para ele, um olhar carinhoso acompanhando.
— Só você.

Riram. Matheus contemplou a deliciosa risada de Karina. Deteve-se em seu perfume. Observou-a jogando o cabelo para trás e sentia-se completo sabendo que a fazia feliz. Enquanto Karina enxugava as lágrimas, Matheus abriu um sorriso com o coração acelerado. Estava apaixonado.

17 de abr. de 2015

Raul estava certo, somos metamorfoses ambulantes

Hoje o meu texto não será um conto. Às vezes também gosto de sentar e refletir sobre algumas coisa. Não que eu seja uma máquina de reflexão e nem que os meus pensamentos façam sentido, mas gosto de pensar. Penso o tempo todo e algumas coisas eu tenho vontade de compartilhar, até porque alguns pensamentos valem a pena serem expostos para que cada um dê a sua opinião.

Semana passada assisti a um pedaço do filme “Tropa de Elite”. Filme de grande sucesso dentro e fora do Brasil. Eu já tinha assistido ao filme inúmeras vezes, mas nenhuma delas me chocou tanto quanto desta última. Acho que isso é devido ao meu amadurecimento, ao meu conceito perante à sociedade, às coisas que eu passei a acreditar, ao que aprendi e desaprendi desde o lançamento do filme. Acredito no que Raul disse, somos metamorfoses ambulantes, estamos sempre mudando nossos pensamentos, nossas crenças. O filme continua sendo ótimo, mas a minha visão diante dele foi completamente diferente da visão que eu tive ao assistir pela primeira vez em 2007.

Claro, eu tinha acabado de sair da escola, conhecia nada do mundo, não tinha tantas experiências e nem minha moral e nem meus ideais tinham sido de certa forma construídos. Na época apenas pensei que era uma ótima produção – e isso ainda não posso negar –, mas não havia me importado com a mensagem do filme. Talvez por eu não ter muita vivência – e não que hoje eu tenha tanta – relacionada ao assunto abordado pelo filme. Entretanto, hoje tenho minha visão e minha opinião formada sobre essa questão.

Passaram-se oito anos. Não foram trinta. É interessante como mudamos de opinião em um espaço curto de tempo dependendo do rumo que a sua vida toma. Ainda acho “Tropa de Elite” um filme merecedor de muitos prêmios, mas hoje vejo o “saco” de uma maneira muito mais perturbadora do que há oito anos atrás.

Seguindo essa ideia, resolvi olhar o meu Fotolog, criado há anos atrás quando eu ainda era uma adolescente. Notei que algumas ideias minhas vão continuar as mesmas, não importa o tempo que passe, afinal, sempre temos nossas convicções sobre determinados assuntos. Alguns são inatos a nós e estão cravejados em nossos pensamentos. Mas o tempo passa, nós amadurecemos, seguimos caminhos que não pensamos que seguiríamos, conhecemos novas pessoas, estudamos novas coisas, passamos por novas experiências e a maioria das coisas as quais acreditamos mudam.

Em 13 de maio de 2008, quase sete anos atrás, eu participei de uma brincadeira que consistia em responder uma série de respostas sobre nós, sobre nossos gostos. Assim, surgiu uma ideia: comparar a Catarina de 19 anos, com a Catarina de 26. Achei que tanto a ideia quanto o resultado foram interessante.


Colunas1 Colunas2
Catarina Bollos, 19 anos, estudante de Letras da PUC-SP (1º ano)  Catarina Bollos, 26 anos, tradutora e blogueira
8 coisas sobre mim: 8 coisas sobre mim:
1-Eu amo Nirvana 1- Eu amo Nirvana
2-Amo Nx Zero 2 - Sou nervosa, ansiosa, envergonhada e teimosa. 
3-sou idota 3 - Tenho pânico de muita coisa. Mas já aprendi a superar a maioria
4-tenho surtos emos 4 - Sou cheia de manias 
5-tenho saudades 5- Eu amo escrever, escrever é minha vida
6-adoro socar o Anderson 6- Completamente alérgica a tudo
7-geminiana inconstante 7- Geminiana bipolar
8-de coração estraçalhado 8- Não acredito no amor
1. Nome:  Catarina Catarina Bollos
2. Que dia é hoje:  segundo todo mundo, 13 de maio  16/04/2015
3. Que horas são:  17:20 11:00 PM
4.Quantidade de velas no seu último bolo de aniversário: 2 Uma
5. Furos nas orelhas:  4... dois de cada lado 6
6. Tatuagens: minha mãe não deixa 5 – punhos, braço, perna, pé e nuca
7. Piercings: quem sabe um dia 3 – nariz e orelha
8. Já foi a África?: Clarooo.. todo dia! Não
9. Já ficou bêbado?: Hum.. qual foi a pergunta mesmo? Inúmeras vezes, mas hoje sou mais controlada
10. Já chorou por alguém?: todo dia o__O Já, sempre pela mesma pessoa. Mas aprendi que chorar por homem não vale a pena, então choro apenas por aqueles que já se foram e ainda me amavam
11. Já esteve envolvido em algum acidente de carro?  Não que eu me lembre Sim, bati o carro na garagem
12. Música preferida? Come as you are - Nirvana; Um pouco mais - Nx Zero  Come as you are – Nirvana
13. Cerveja ou Champagne? cerrveeeeejaaaa =9  Cerveja, por favor né. E de preferência importada, nada de cerveja brasileira
14. Metade,cheio ou vazio? Metade Vazio, porque significa que já bebi tudo
15. Lençóis de cama lisos ou estampados? faz diferença?  Estampados
16. Filme preferido?  Peter Pan *-*  Peter Pan e De Repente 30
17. Flores?  Não brigada  Não, obrigada.
18. Coca-cola simples ou com gelo? Fanta, por favor  Simples
19. Quem dos teus amigos vive mais longe? Cipriano =\   Larissa, Ornella e Nicole, todas muito próximas
20. Melhor amigo(a)?  minha mãe  Minha mãe
21. Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?  de casa tres, do celular nao atendo.. UIAHSIUahsiuhaSIUH   O tempo que der tempo de correr até ele. No celular, nunca atendo, sempre cai na caixa. Mas experimenta me mandar whatsapp pra ver como eu sou rápida
22. Qual a figura do seu mouse pad? parece muito com a mesa do computador ¬¬'  Não tenho mouse
23. CD preferido?  The best of the box – Nirvana  Não tenho CD preferido
24. Mulher Bonita?  Eu!  Jennifer Aniston
25. Homem Bonito?  Ele!  MARK RUFFALO
26. Pior sentimento do mundo? Amor  Egoísmo
27. Melhor sentimento do mundo:?  Amor  Altruísmo
28. O que uma pessoa não pode ser para ficar com vc? Fútil, idiota e chato  Fútil, idiota, chato, exibido, egoísta
29. Qual o primeiro pensamento ao acordar? . porra de despertador!!!  Ai, quero dormir mais.
30. Se pudesse ser outra pessoa, quem seria? Minha mãe   Minha mãe.
31. Algo q vc nunca tiraria de vc? nada! tiraria tudo  Minha vida
32. O que é q vc tem debaixo da cama? Uma outra cama  Um colchão
33. Uma frase:  "whatever people say I'm, that's what I'm not"  “And I tell to myself a moon will rise from my darkness”
34. Qual o livro vc está lendo? Aquele lá que eu tinha que ter devolvido na biblioteca hoje  Histórias de Catarina de Remy Valduga
35. Uma saudade?   do meu irmão Do meu irmão, dos meus avós, das minhas tias.
36. Uma característica?  Idiota Idiota
Algumas respostas permaneceram as mesmas, pois por mais que mudemos, há aquilo que nunca deixamos de acreditar. Minha vida está completamente diferente de quando eu respondi a este questionário, eu sou uma pessoa completamente diferente, e ainda assim algumas coisas não mudaram. Mas graças a Deus eu evoluí e hoje vejo a vida de uma forma diferente, vejo que ela vale a pena e que tenho muito pelo o que lutar ainda, mas já alcancei muito mais do que eu poderia imaginar que alcançaria. Em 2008 acreditava que não estaria mais viva, e cá estou hoje, agradecendo por estar e valorizando tudo o que eu tenho. Minha essência ainda é a mesma de quando tinha 19 anos, mas graças aos meus amigos, à sociedade, às minhas experiências, à minha família e a tudo o que eu passei, hoje sou uma pessoa com uma concepção de mundo mais feliz. Não mudamos apenas nossos pensamentos relacionados aos outros ou a ideias do mundo, mudamos nossas ideias quanto a nós mesmos. “Tropa de Elite” me fez ver que o amadurecimento muda nossa visão do mundo, mas esse questionário me fez ver como eu mudei minha visão de mim mesma. Sejam sempre essa metamorfose ambulante, não tenham sempre a mesma velha opinião formada sobre tudo. Mantenham suas essências, mas mudem suas visões, mudem sempre, e que seja sempre para melhor.

Ps: Gente, minhas tabelas ficaram lindas no Excel, mas não consigo colocar elas bonitinhas aqui no blog, me perdoem. hehehe

27 de jun. de 2013

Mudanças

A gente sempre segue uma filosofia que a gente acredita que se encaixa na nossa vida. Isso não quer dizer que ela é a verdade mais pura ou que todo mundo têm que seguir a mesma. Apenas que se aquilo serve para você e te faz bem, você a carrega em seus pensamentos e suas atitudes. Por isso, nunca entendam meus textos como sendo a única verdade absoluta e nunca ache que ele sirva para você. Antes de mais nada sempre reflita sobre o que você é, sobre a sua vida, sobre seus instintos e sobre o seu modo de ser, porque se você tentar ser o que você não é, você estará indo contra qualquer filosofia de vida.
A minha é bem excêntrica, e contá-la aqui levaria décadas. Até porque tenho uma visão de cada coisa separada. E, eventualmente, essas visões mudam. E é aí que está a chave da minha filosofia: a mudança. Para mim, a melhor capacidade do ser humano, é a de mudar. Mudar de estilo, mudar de cabelo, mudar de ideia, mudar de lugar, mudar de país, mudar de atitude. Mudar de qualquer jeito, desde que seja para melhor (melhor para você, e não para os outros). E então, escrevendo isso me deparei com uma frase no facebook: na mudança de atitude, não há mal que não se cure. Autor? Nenhum.